domingo, 24 de novembro de 2013

A arma secreta do anão Ablon - Parte 2


- [...] Haa... Estou certo de que você nunca imaginou ouvir boas histórias de um goblin... –disse Meia Pata com o peito estufado.

- Haha! –riu Kailla. –Nunca imaginei tanta criatividade em um goblin! Haha!

Meia Pata emburrou a cara e cruzou os braços.

- Mas vamos... Continue, vamos ver até onde você vai com essa história. –disse a menina enquanto alimentava a fogueira com lenha.

“Foi uma grande confusão. Comer, ou não comer o maldito anão? Mas nosso mestre, aquele invertido dos infernos teve uma ideia. Uma péssima ideia, diga-se de passagem:

- Calma, gente! –tentando amenizar a bagunça. – Vamos fazer uma votação. Quem quer comer o anão?

Quase todo mundo levantou a mãe, menos aquela fêmea magricela, que nem pra procriar servia direito.

- Eu quero a carne de Zalgo, Mestre! –ela dizia com aquela vozinha fininha, naquela boca desdentada.”

- Precisa fazer essa vozinha pra imitar a fêmea, Meia Pata? –Kailla perguntou com deboche.


- Estou só dando mais vida a história! Se você me interromper de novo, paro de contar na hora!

- Certo, Senhor Meia Pata, contador das maiores veracidade do continente... –remendou Kailla ainda com ar de riso e sarcasmo. – Continue, sei que quer contar...

“-Esperem! –gritou o anão. – Vocês não podem me matar agora... Como vão comer Zalgo assim?

Todos nós paramos e pensamos por um instante.

- Entenda, comida... A gente ta com fome. Sabe como é, né? Não é nada pessoal, mas pra alimentar todo mundo aqui anda meio complicado. –disse o Mestre meio que desabafando com a comida.

- Há, Mestre... Vamos comer logo essa comida. Ele ta falando demais. Depois a gente come Zalgo sozinhos. –disse a outra fêmea.

- Eu querer comer o comida! Eu querer comer Zalgo!!! –gritava o goblin com sotaque estranho.

- Eu ainda não sei o que quero! –disse o goblin mais magricela do grupo.

- É... Comida, não tem jeito. Vamos ter que comer você. –disse o Mestre.

O anão respirou fundo.”

- Sei como ele se sentia... –interrompeu Kailla suspirando também.

“- Mestre. A comida ta cheirando tão bem! Posso comer só um pedacinho? Olha! A barriga dele é macia e fofinha! –disse um goblin vesgo. Era o mais maluco do grupo.

O Mestre olhou para o anão e o anão pareceu concordar.”

- Hahaha! –Kailla gargalhou. – Duvido! O anão concordou?

Meia Pata olhou feio para Kailla.

- Há... Nem me olhe com essa cara. Agora você exagerou, a culpa foi sua! –disse Kailla ainda rindo.

-Eu estou falando a verdade! Juro! –gritou Meia Pata.

- Você jura? –disse Kailla com ironia. –Então eu acredito. Continue.

“- Que acha de um pedaço do braço? –perguntou um de nós.

- A barriga! A barriguinha dele! –gritava o anão vesgo.

- Posso ficar com os pés? Não; as canelas! Quero roer uma canelinha... –disse a fêmea docemente.

- Eu posso comer? –perguntou o mais fraquinho.

- Mestre... e aquilo que ele tem caído, que balança entre as pernas dele? –perguntou a fêmea.

O Mestre olhou, pensou...

- Aquilo é a safadeza!!! –disse o mais fraquinho com ar de riso.

- Haaaaa! –gritou a fêmea. – Eu posso comer a safadeza???

- Não. A safadeza não pode! –disse o anão.

- E você precisa dela pra que? –perguntou o Mestre curioso.

- Eu preciso da safadeza para...”

-Chega!!! –disse Kailla interrompendo. – Eu sei pra que serve a “safadeza” de um anão. Pode pular essa parte, seu pervertido!

- Não, não é isso! A safadeza dele era realmente importante pra... –tentou explicar Meia Pata.

- Não! Eu sou uma garota. Garotas não devem falar dessas coisas, Meia Pata! –disse Kailla deitando ao lado da fogueira, como se fosse dormir.



- Mas...

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